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Namorados: um brinde ao amor!

Hoje é dia dos namorados. Nada melhor para homenagear o amor que uma bela poesia de Vinicius de Moraes, que , como ninguém, cantou em prosa e verso o sentimento mais importante do mundo. Ele conhecia a linguagem dos amantes…

Seguem abaixo as poesias “Soneto do Amor como um Rio”, escrita em 1959, e o clássico “Soneto do Amor Total”, de 1951, verdadeiros presentes deixados pelo poetinha a todos os enamorados.

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SONETO DO AMOR COMO UM RIO

Este infinito amor de um ano faz

Que é maior do que o tempo e do que tudo

Este amor que é real, e que, contudo,

Eu já não cria que existisse mais.


Este amor que surgiu insuspeitado

E que dentro do drama fez-se em paz

Este amor que é o túmulo onde jaz

Meu corpo para sempre sepultado.


Este amor meu é como um rio; um rio

Noturno, interminável e tardio

A deslizar macio pelo ermo


E que em seu curso sideral me leva

Iluminado de paixão na treva

Para o espaço sem fim de um mar sem termo.

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SONETO DO AMOR TOTAL

Amo-te tanto, meu amor… não cante

O humano coração com mais verdade…

Amo-te como amigo e como amante

Numa sempre diversa realidade


Amo-te afim, de um calmo amor prestante,

E te amo além, presente na saudade.

Amo-te, enfim, com grande liberdade

Dentro da eternidade e a cada instante.


Amo-te como um bicho, simplesmente,

De um amor sem mistério e sem virtude

Com um desejo maciço e permanente.


E de te amar assim muito a amiúde

É que um dia em teu corpo de repente

Hei de morrer de amar mais do que pude.

Telma

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Poema de Reconciliação

Para o leitor que está “brigado” com o seu par e quer fazer as pazes, que tal oferecer um poema de reconciliação? Temos certeza que com estes versos cheios de originalidade compostos por Drummond não haverá briga que resista!

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Lira Romantiquinha


Por que me trancas

o rosto e o riso

e assim me arrancas

do paraíso?


Por que não queres,

deixando o alarme

(ai, Deus: mulheres!),

acarinhar-me?


Por que cultivas

as sem perfume

e agressivas,

flores do ciúme?


Acaso ignoras

que te amo tanto,

todas as horas,

já nem sei quanto?


Visto que em suma

é todo teu,

de mais nenhuma,

o peito meu?


Anjo sem fé

nas minhas juras,

porque é que é

que me angusturas?


Minh’alma chove

frio, tristinho.

Não te comove

este versinho?

Karina

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Soneto para oferecer ao seu amor

Depois de amanhã já é o dia dos namorados. Os amantes-amados costumam dar vários tipos de presentes, como roupas, perfumes, flores e bombons. Mas, como não podia ser diferente, acreditamos que o presente mais especial é um belo poema! Se você tiver o dom, escreva por si mesmo; deixe seu coração falar mais alto. Porém, se achar que escrever poesias amorosas não é muito o seu forte, não faltam opções para te socorrer. Seu amor com certeza vai adorar um cartão com um poema apaixonante!

Abaixo segue um belo presente: um dos inúmeros sonetos de amor do inspiradíssimo Pablo Neruda.

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“Não te quero senão porque te quero

e de querer-te a não querer-te chego

e de esperar-te quando não te espero

passa meu coração do frio ao fogo.


Te quero só porque a ti te quero

te odeio sem fim, e odiando-te rogo-te

e a medida de meu amor viageiro

é não ver-te e amar-te como um cego.


Talvez consumirá a luz de janeiro

seu raio cruel, meu coração inteiro,

roubando-me a chave do sossego.


Nesta história só eu morro

e morrerei de amor porque te quero

porque te quero, amor a sangue e fogo.”

Telma

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Poema para o Dia dos Namorados

Dedicaremos os próximos dias aos namorados , postando trechos românticos, poemas e dicas de livros que narram belas estórias de amor.

Comecemos com trecho de “A Falência do Prazer e do Amor”, do mestre Fernando Pessoa:

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“Quando te vi amei-te já muito antes:

Tornei a achar-te quando te encontrei.

Nasci pra ti antes de haver o mundo.

Não há cousa feliz ou hora alegre

Que eu tenha tido pela vida fora,

Que o não fosse porque te previa,

Porque dormias nela tu futuro.

 

E eu soube-o só depois, quando te vi,

E tive para mim melhor sentido,

E o meu passado foi como uma ‘strada

Iluminada pela frente, quando

O carro com lanternas vira a curva

Do caminho e já a noite é toda humana.”

Karina

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