Cecília Meireles e a rosa

Primeiro Motivo da Rosa

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Vejo-te em seda e nácar,
e tão de orvalho trêmula, que penso ver, efêmera,
toda a Beleza em lágrimas
por ser bela e ser frágil.

Meus olhos te ofereço:
espelho para face
que terás, no meu verso,
quando, depois que passes,
jamais ninguém te esqueça.

Então, de seda e nácar,
toda de orvalho trêmula, serás eterna. E efêmero
o rosto meu, nas lágrimas
do teu orvalho… E frágil.

(Cecília Meireles, em Mar Absoluto)

Lindo poema que trata da efemeridade da rosa em contraste com a perenidade da flor a partir do momento em que será eternizada pelo verso da poeta.

Karina

 

 

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