Hilda Hist

Alcoólicas (I)

 vein

 

É crua a vida. Alça de tripa e metal.

 

Nela despenco: pedra mórula ferida.

 

É crua e dura a vida. Como um naco de víbora.

 

Como-a no livor da língua

 

Tinta, lavo-te os antebraços, Vida, lavo-me

 

No estreito-pouco

 

Do meu corpo, lavo as vigas dos ossos, minha vida

 

Tua unha plúmbea, meu casaco rosso.

 

E perambulamos de coturno pela rua

 

Rubras, góticas, altas de corpo e copos.

 

A vida é crua. Faminta como o bico dos corvos.

 

E pode ser tão generosa e mítica: arroio, lágrima

 

Olho d’água, bebida. A Vida é líquida.

 

Karina

 

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