Santo Agostinho e a morte

A Morte não é Nada

 

 

“A morte não é nada.

Eu somente passei

para o outro lado do Caminho.

 

Eu sou eu, vocês são vocês.

O que eu era para vocês,

eu continuarei sendo.

 

Me dêem o nome

que vocês sempre me deram,

falem comigo

como vocês sempre fizeram.

 

Vocês continuam vivendo

no mundo das criaturas,

eu estou vivendo

no mundo do Criador.

 

Não utilizem um tom solene

ou triste, continuem a rir

daquilo que nos fazia rir juntos.

 

Rezem, sorriam, pensem em mim.

Rezem por mim.

 

Que meu nome seja pronunciado

como sempre foi,

sem ênfase de nenhum tipo.

Sem nenhum traço de sombra

ou tristeza.

 

A vida significa tudo

o que ela sempre significou,

o fio não foi cortado.

Porque eu estaria fora

de seus pensamentos,

agora que estou apenas fora

de suas vistas?

 

Eu não estou longe,

apenas estou

do outro lado do Caminho…

 

Você que aí ficou, siga em frente,

a vida continua, linda e bela

como sempre foi.”

 

(Santo Agostinho)

 

 Aurélio Agostinho nasceu na Argélia no ano de 354 d.C. Filho de mãe seguidora do Cristianismo e de pai pagão teve influências cristãs e maquineístas, as quais sempre permaneceram em sua obra. Foi filósfo, teólogo e conta-se que sua conversão ao Cristianismo se deu após uma “revelação” divina. Nas Igrejas Católica e Anglicana é considerado santo. Faleceu em 430. d.C.

Karina

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