O Pavão, bela crônica de Rubem Braga

O PAVÃO


Eu considerei a glória de um pavão ostentando o esplendor de suas cores; é um luxo imperial. Mas andei lendo livros, e descobri que aquelas cores todas não existem na pena do pavão. Não há pigmentos. O que há são minúsculas bolhas d’água em que a luz se fragmenta, como em um prisma. O pavão é um arco-íris de plumas.

Eu considerei que este é o luxo do grande artista, atingir o máximo de matizes com o mínimo de elementos. De água e luz ele faz seu esplendor; seu grande mistério é a simplicidade.

Considerei, por fim, que assim é o amor, oh! minha amada; de tudo que ele suscita e esplende e estremece e delira em mim existem apenas meus olhos recebendo a luz de teu olhar. Ele me cobre de glórias e me faz magnífico.

Karina

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2 Respostas so far »

  1. 1

    Pati Araújo said,

    Olá garotas!

    Imagem linda e crônica perfeita…é sempre um prazer vir aqui.
    Um colírio para os olhos e para a alma rsrsrsrs

    Beijos e ótima semana 🙂

    • 2

      Telma e Karina said,

      Olá, querida. Muito obrigada pela visita e pelo elogio! A crônica é muito bonita mesma! Um ótimo domingo e até breve! Beijos


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