Reflexão sobre a brevidade da vida

Trazemos aos leitores do blog fragmentos extraídos do tratado “Sobre a brevidade da vida”, escrito pelo filósofo Sêneca e com tradução de Lúcia Sá Rebello. Ellen Itanajara Neves Vranas e Gabriel Nocchi Macedo.
Lúcio Anneo Sêneca nasceu em Córdoba- Espanha, em meados de 4 a.C., mas foi educado em Roma, onde estudou retórica e filosofia.
Foi filósofo,advogado, escritor, dramaturgo e político, tendo se tornado uma das figuras mais célebres da época.
Sêneca morreu no ano de 65 d.C., nos deixando um legado de ideias inspiradoras e sábias.

Vejam:
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“Não temos exatamente uma vida curta, mas desperdiçamos uma grande parte dela. A vida, se bem empregada, é suficientemente longa e nos foi dada com muita generosidade para a realização de importantes tarefas.
(…)
Nenhum homem sábio deixará de se espantar com a cegueira do espírito humano.
(…)
Observa os que a sorte abençoou: eles se sentem sufocados pelos seus bens. As riquezas são pesadas para muitos! A preocupação com a eloquência e a necessidade de mostrar talento tirou o sangue de muitos! Outros enfraqueceram devido a uma vida de libertinagens!
(…)
a insaciável ganância domina um; outro, desperdiça sua energia em trabalhos supérfluos; um encharca-se de vinho, outro fica entorpecido pela inércia; um está sempre preocupado com a opinião alheia, outro por um irreprimido desejo de comerciar, é levado a explorar terras e mares na esprença de obter lucro. O desejo de guerrear tortura alguns, que não se mostram apreensivos em relação aos perigos alheios ou ansiosos aos seus próprios; há aqueles que, voluntariamente, se sujeitam à ingrata adulação dos superiores. Também há os que se ocupam invejando o destino alheio e desprezando o seu próprio.
(…)
Quantos não esbanjaram a tua vida sem que notasses o que estava perdendo? O quanto de tua existência não foi retirado pelos sofrimentos sem necessidade, tolos contentamentos, paixões ávidas, conversas inúteis, e quão pouco te restou do que era teu?
(…)
Ninguém valoriza o tempo, faz-se uso dele muito largamente como se fosse gratuito. Porém, quando doentes, se estão próximos da morte, jogam-se aos pés dos médicos.
(…)
Se pudéssemos apresentar a cada um a conta dos anos futuros, da mesma forma que se faz com os que já passaram, como temeriam aqueles que vissem restar-lhes poucos anos e como os economizariam!
(…)
A expectativa é o maior impedimento para viver: Leva-nos para o amanhã e faz com que se perca o presente.
(…)
Ninguém te devolverá aquele tempo, ninguém te fará voltar a flecha a ti próprio. Uma vez lançada, a vida segue o seu curso e não o reverterá nem o interromperá, não o elevará, não te avisará de sua velocidade, transcorrerá silenciosamente.”

Karina

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