Shakespeare apaixonado

Abaixo um dos famosos sonetos de William Shakespeare, extraído do livro 42 Sonetos , com tradução de Ivo Barroso e editora Nova Fronteira.

No soneto que trazemos hoje, o grande poeta inglês fala da efemeridade da beleza de sua musa que, no entanto, se perpetua através do poema a ela dedicado.

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“Soneto XVIII

Devo igualar-te a um dia de verão?
Mais afável e belo é o teu semblante:
O vento esfolha Maio inda em botão,
Dura o termo estival um breve instante.
Muitas vezes a luz do céu calcina,
Mas o áureo tom também perde a clareza:
De seu belo a beleza enfim declina,
Ao léu ou pelas leis da Natureza.
Só teu verão eterno não se acaba
Nem a posse de tua formosura;
De impor-te a sombra a Morte não se gaba
Pois que esta estrofe eterna ao Tempo dura.
Enquanto houver viventes nesta lida,
Há-de viver meu verso e te dar vida”.

 Karina

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