Mãe:a mais doce das figuras

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Uma bela poesia de Guilherme de Almeida, sobre o ciúme,  já foi colocada no blog. Mas uma só é muito pouco. É preciso ler todas, pois vale a pena.  E como vale!

O autor é um ícone da literatura brasileira que merece mais espaço, mais homenagens, mais visibilidade, ainda que póstumos. Sempre com singular sensibilidade, escreveu maravilhas como a que reproduzimos abaixo:

“Minha mãe

                   (Num “Dia das Mães”)

Senhora das mãos de leite

que me sustinham ao seio

para matar minha sede,

minha fome de viver…

Senhora das mãos de sonho

que, fechando o cortinado,

davam um céu ao meu berço,

povoado de anjos e fadas…

Senhora das mãos de benção

pousando na minha fronte

seu vôo de asa e de incenso…

Senhora das mãos de santa

que rezavam os meus dias

como contas de um rosário…

Senhora das mãos de adeus

que partiram, brancas, frias

e cruzadas sobre o peito

(por que partiram? por quê?)

sem ter fechado meus olhos…”

 

Telma

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