A intensidade de Florbela

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Florbela Espanca sempre presenteia seus leitores com poemas ardentes e muitas vezes sofridos, mas de inigualável sensibilidade.

Para os eternos românticos:

Eu (II)*

“Até agora eu não me conhecia.
Julgava que era Eu e eu não era
Aquela que em meus versos descrevera
Tão clara como a fonte e como o dia.

Mas que eu não era Eu não o sabia
E, mesmo que o soubesse, o não dissera…
Olhos fitos em rútila quimera
Andava atrás de mim… e não me via!

Andava a procurar-me – pobre louca! –
E achei o meu olhar no teu olhar,
E a minha boca sobre a tua boca!

E esta ânsia de viver, que nada acalma,
É a chama da tua alma a esbrasear
As apagadas cinzas da minha alma

 O poema acima pertence ao livro “Charneca em flor”, publicado em 1931 e considerado a obra-prima da poetisa portuguesa.

* há outro poema de escritora com este título.

Karina

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