“Nel mezzo del camin”, por Olavo Bilac

                                                                                “Cheguei. Chegaste. Vinhas fatigada e triste e triste e fatigado eu vinha. Tinhas a alma de sonhos povoada e a alma de sonhos povoada eu tinha. Paramos de súbito na estrada da vida. Longos anos, presa à sua a minha mão. A vista deslumbrada pela luz que seu olhar continha. Hoje, segues de novo. Na partida, nem o pranto o teus olhos umedece. Nem te comove a dor da despedida. E eu, solitário, volto a face e tremo. Vendo o teu vulto que desaparece nas extremas curvas do caminho extremo.”

Nel mezzo del camin , da obra Sarças de Fogo, é um dos mais belos sonetos de Olavo Bilac, tanto pela construção formal perfeita , como pela emoção que seus versos nos transmitem. É um soneto para ser lido e relido, sempre.

Olavo Brás Martins dos Guimarães Bilac nasceu no Rio de Janeiro em 16 de dezembro de 1865 e é um dos grandes nomes da poesia parnasiana brasileira, cujo traço mais característico é o culto da forma.

Karina

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