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Amor sem Limites

Caros leitores, postaremos abaixo trechos de uma das histórias de amor mais belas e famosas do mundo: Romeu e Julieta.

A peça escrita pelo escritor e dramaturgo inglês William Shakespeare é um dos ícones das histórias de amor da literatura mundial.

 William Shakespeare nasceu em 23 de abril de 1564 na Inglaterra e é um dos maiores nomes da literatura inglesa e ocidental. Seus sonetos são considerados os mais belos do mundo, suas peças já foram encenadas centenas de vezes em toda parte e muitas viraram filme. O autor e sua obra são objeto de estudo e análise até os dias de hoje, tendo em vista a atemporalidade de seus textos, que retratam toda a complexidade do ser humano.

Shakespeare, além de Romeu e Julieta, escreveu outras obras-primas mundialmente conhecidas e que não devem deixar de ser lidas, como por exemplo Hamlet, Otelo, O Rei Lear, Sonho de uma Noite de Verão, O Mercador de Veneza etc.

Romeu e Julieta conta a história de dois jovens que se apaixonam perdidamente um pelo outro, mas seu amor não é possível pelo fato de que suas famílias – os Montecchio e os Capuleto – são rivais. A incompreensão das famílias faz com que os jovens levem seu amor até as últimas consequências e o desfecho é trágico, com a morte dos amantes. Por fim, a morte de Romeu e Julieta causa grande impacto nas famílias inimigas, que, inconformadas com o ocorrido, resolvem esquecer a rivalidade e fazer as pazes.

Inspirem-se com as passagens belíssimas:

“…Oh! ela ensina a tocha a ser luzente. Dir-se-ia que da face está pendente da noite, tal qual jóia mui preciosa da orelha de uma etíope mimosa. Bela demais para o uso, muito cara para a vida terrena…”

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“…(Julieta aparece na janela.) Mas que silêncio! Que luz se escoa agora da janela? Será Julieta o sol daquele oriente? Surge, formoso sol, e mata a lua cheia de inveja, que se mostra pálida e doente de tristeza, por ter visto que, como serva, és mais formosa que ela. Deixa, pois, de servi-la; ela é invejosa. Somente os tolos usam sua túnica de vestal, verde e doente; joga-a fora. Eis minha dama. Oh, sim! é o meu amor. Se ela soubesse disso! Ela fala; contudo, não diz nada. Que importa? Com o olhar está falando. Vou responder-lhe. Não; sou muito ousado; não se dirige a mim: duas estrelas do céu, as mais formosas, tendo tido qualquer ocupação, aos olhos dela pediram que brilhassem nas esferas, até que elas voltassem. Que se dera se ficassem lá no alto os olhos dela, e na sua cabeça os dois luzeiros? Suas faces nitentes deixariam corridas as estrelas, como o dia faz com a luz das candeias, e seus olhos tamanha luz no céu espalhariam, que os pássaros, despertos, cantariam. Vede como ela apoia o rosto à mão. Ah! se eu fosse uma luva dessa mão, para poder tocar naquela face!”

“Vem, noite! Vem, Romeu! tu, noite e dia, pois vais ficar nas asas desta noite mais branco do que neve sobre um corvo. Vem, gentil noite! vem, noite amorosa de escuras sobrancelhas! Restitui-me o meu Romeu, e quando, mais adiante, ele vier a morrer, em pedacinhos o corta, como estrelas bem pequenas, e ele a face do céu fará tão bela que apaixonado o mundo vai mostrar-se da morte, sem que o sol esplendoroso continue a cultuar”.

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“Meu inimigo é apenas o teu nome. Continuarias sendo o que és, se acaso Montecchio tu não fosses. Que é Montecchio? Não será mão, nem pé, nem braço ou rosto, nem parte alguma que pertença ao corpo. Sê outro nome. Que há num simples nome? O que chamamos rosa, sob uma outra designação teria igual perfume. Assim Romeu, se não tivesse o nome de Romeu, conservara a tão preciosa perfeição que dele é sem esse título. Romeu, risca teu nome, e, em troca dele, que não é parte alguma de ti mesmo, fica comigo inteira”.

“Minha alma é que me chama pelo nome. Que doce som de prata faz a língua dos amantes ànoite, tal qual música langorosa que ouvido atento escuta?”

“Ó meu amor! querida esposa! A morte que sugou todo o mel de teu doce hálito poder não teve em tua formosura. Não; conquistada ainda não foste; a insígnia da beleza em teus lábios e nas faces ainda está carmesim, não tendo feito progresso o pálido pendão da morte.”

 Karina

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