Posts tagged livros

Os livros

“Agora não há outra música senão a das palavras, e essas, sobretudo as que estão nos livros, são discretas, ainda que a curiosidade trouxesse a escutar à porta alguém do prédio, não ouviria mais do que um murmúrio solitário, este longo fio de som que poderá infinitamente prolongar-se, porque os livros do mundo, todos juntos, são como dizem que é o universo, infinitos.”

José Saramago

Karina

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Jean-Paul Sartre sobre os livros

Ilustração Leticia Plate - http://www.leticiaplate.com/leticia_plate.html

Os livros foram meus passarinhos e meus ninhos, meus animais domésticos, meu estábulo e meu campo; a biblioteca era o mundo preso num espelho; tinha uma espessura infinita, variedade, imprevisibilidade. [...] nada me pareceu mais importante do que um livro.

Na biblioteca eu via um templo.

Karina

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Frase da Semana

“Os verdadeiros analfabetos são os que aprenderam a ler e não leem.” (Mário Quintana)

Telma

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O vírus do amor ao livro

Morreu hoje na cidade de São Paulo, aos 95 anos de idade, o bibliófilo brasileiro José Mindlin, cuja biblioteca conta com quase 40.000 volumes.

Mindlin começou a sua biblioteca aos 13 anos e ele mesmo calculava ter lido aproximadamente 6.000 livros.

Nosso blog lamenta a perda desse culto brasileiro, que contribuiu para a nossa cultura deixando um acervo imenso e repleto de raridades  na Universidade de São Paulo, na “Biblioteca de Guita e José Mindlin”.

Em homenagem a Mindlin, colocaremos aqui alguns dos pensamentos desse homem que era completamente apaixonado pelos livros:

A gente passa e os livros ficam.”

“ O livro é um mágico artefato (…) que nos abre portas, fantasias e mundos”.

” (…) eu gostaria de viver 300 anos para ler todos os livros que tenho aqui em casa…”

” Eu chamo essa compulsão patológico pelos livros de loucura mansa.Mas não sei como viveria nesse mundo se os livros não existissem.”

“Quando se chega a esse estágio, aquele que pensava em ser na vida apenas um leitor metódico está irremediavelmente perdido.”

“Eu procuro, nos muitos contatos que tenho com a mocidade, inocular o vírus do amor aos livros, porque uma vez inoculado está resolvido – a pessoa não se livra mais.”

Karina

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1 ano de Blog!

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Hoje faz um ano que o nosso blog está no ar!

Estamos muito felizes pois, por ser um blog voltado para a literatura, no início pensamos que não haveria tanta procura, já que sabemos que nosso povo é muito carente de cultura e não gosta de ler.  Porém, surpreendentemente e para nosso imenso orgulho, o número de visitantes cresce a cada dia e isso nos dá ânimo para continuar procurando textos e fragmentos literários de qualidade para entreter os  nossos leitores.

Para comemorar, não podemos deixar de postar um texto sobre livros e o prazer da leitura, tema principal do blog.

Um abraço a todos e boa leitura!

Loucura Mansa

José Mindlin

Para mim é difícil falar simplesmente de gosto pelos livros,porque em matéria de livros meu caso é muito mais grave: é um amor que vem desde a infância, que me tem acompanhado a vida inteira, e ainda acima disto, é incurável. Não se trata por isso de um interesse periférico, e o prazer que me tem acompanhado em todo este longo percurso, faz com que tenha procurado, permanentemente,  desejar que muito mais pessoas possam também desfrutá-los. Daí eu aproveitar qualquer oportunidade que me surja (e esta espero que seja uma delas) para inocular o vírus do amor ao livro em todos os possíveis leitores que já não tenham adquirido anteriormente.

O prazer que o livro pode trazer tem múltiplos aspectos. O primeiro, fundamental, que é óbvio, mas muita gente não se dá conta disso, é o da leitura, através da qual se estabelece um contato com o mundo  exterior que abre, para o leitor, horizontes ilimitados. O livro, informa, distrai, enriquece o espírito, põe a imaginação em movimento, provoca tanto reflexão como emoção, é, enfim, um grande companheiro. Companheiro ideal, aliás, pois está sempre à disposição, não cria problemas, não se ofende quando é esquecido, e se deixa retomar sem histórias, a qualquer hora do dia ou da noite que o leitor deseja.

Brincadeiras à parte, creio que a utilidade do livro é indiscutível, pois dá permanência ao pensamento humano. Sem o livro, não teríamos chegado a conhecer a obra dos filósofos, dramaturgos e cientistas da Antiguidade e da Idade Média. A invenção dos tipos móveis por Gutenberg no século XV, permitindo o surgimento do livro impresso, foi uma revolução comparável, e diria mesmo até superior à que resultou da informática, pelo menos até agora.

De lá para cá, foram se formando as grandes bibliotecas, e aí surge o segundo prazer: possuir o livro, que, além do conteúdo, também pode ser apreciado como objeto de arte, pela ilustração, diagramação, papel, tipografia, ou encadernação. O primeiro livro que se adquire provoca a busca de outros, e, em pouco tempo, começa a formar-se a biblioteca, em que por suas vez se formam as mais variadas coleções: autores, assuntos, edições, raridades, manuscritos, e muitos et ceteras.

Há o prazer intelectual da leitura, e o prazer físico do contato com o livro. Falo sempre de loucura mansa, e posso assegurar que não é só mansa: é também prazerosa. Sugiro a quem ainda não a tenha que procure contraí-la.

José Mindlin é o mais importante bibliófilo brasileiro e sua biblioteca possui mais de 30.000 volumes, incluindo-se aí raridades e exemplares únicos. O público pode conferir seu acervo na Universidade de São Paulo, na “Biblioteca de Guta e José Mindlin”.

Karina e Telma

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Da Areopagítica, por John Milton

 books

                                                   Ilustração de Leticia Plate  

“Livros não são coisas absolutamente mortas; contêm um espécie de vida em potência tão prolífica quanto a da alma que os engendrou. E mais: eles preservam, como num frasco, o mais puro e eficaz extrato do intelecto que os produziu. Estou convencido de que eles são tão vivos e tão vigorosamente fecundos quanto aqueles dentes de dragão da fábula. E que, uma vez semeados aqui e ali, podem dar nascimento a homens armados. E, por outro lado, vale refletir que matar um homem pode ser até melhor que matar um bom livro. Quem mata um homem mata uma criatura racional, feita à imagem de Deus, mas aquele que destrói um bom livro mata a própria razão, mata a imagem de Deus como no olho. Muitos homens não passam de um fardo sobre a Terra. Mas um bom livro é o precioso sangue do espírito superior, conservado e guardado com vistas a uma vida para além da vida.”

 

John Milton (1608-1678) foi poeta, orador e político inglês. Areopagítica, publicada em 1644, foi um manifesto em favor da liberdade de imprensa e contra a censura imposta pelo Parlamento.

A obra mais famosa de Milton foi Paraíso Perdido, poema editado em 10 volumes e que fala sobre o mal no mundo e suas consequências.

Karina

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Livros: os melhores amigos

learnMeus Amigos

Tenho amigos cuja companhia me é extremamente agradável: são de todas as idades e vêm de todos os países. Eles se distinguiram tanto nos escritórios quanto nos campos, e obtiveram altas honrarias por seu conhecimento nas ciências. É fácil ter acesso a eles: estão sempre à disposição, e eu os admito em minha companhia, e os despeço, quando bem entendo. Nunca dão problemas, e respondem prontamente a cada pergunta que faço. Alguns me contam histórias de eras passadas, enquanto outros me revelam os segredos da natureza. Alguns, pela sua vivacidade, levam embora minhas preocupações e estimulam meu espírito, enquanto outros fortificam minha mente e me ensinam a importante lição de refrear meus desejos e de depender só de mim. Eles abrem, em resumo,  as várias avenidas de todas as artes e ciências, e eu confio em suas informações inteiramente, em todas as emergências. Em troca de todos esses serviços, apenas pedem que eu os acomode em algum canto de minha humilde morada, onde possam repousar em paz – pois esses amigos deleitam-se mais com a tranquilidade da solidão do que com os tumultos da sociedade.

O texto acima, de Francesco Petrarca, foi retirado do livro  “A Paixão pelos Livros” – Editora Casa da Palavra e organização de Martha Ribas e Júlio Silveira.

Petrarca (1304-1374) nasceu na Itália e foi um dos poetas mais reconhecidos de sua época, tendo influenciado positivamente a literatura ocidental com a sua obra. Seus textos mais conhecidos são os dedicados a sua musa inspiradora Laura de Noves.

Karina

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O incomparável prazer da leitura

Marcel Proust, no fragmento abaixo, extraído de sua obra ”O prazer da leitura”, nos transmite como um livro pode ser capaz de nos marcar pela vida toda.

Vejam:

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“Não há talvez dias da nossa infância que tenhamos tão intensamente vivido como aqueles que julgamos passar sem tê-los vivido, aqueles que passamos com um livro preferido. Tudo quanto, ao que parecia, os enchia para os outros, e que afastávamos como um obstáculo vulgar a um prazer divino: a brincadeira para a qual um amigo nos vinha buscar na passagem mais interessante, a abelha ou o raio de sol incomodativos que nos obrigavam a erguer os olhos da página ou a mudar de lugar, as provisões para o lanche que nos obrigavam a levar e que deixávamos ao nosso lado no banco, sem lhes tocar, enquanto, sobre a nossa cabeça, o sol diminuía de intensidade no céu azul, o jantar que motivara o regresso a casa e durante o qual só pensávamos em nos levantarmos da mesa para acabar, imediatamente a seguir, o capítulo interrompido, tudo isto, que a leitura nos devia ter impedido de perceber como algo mais do que a falta de oportunidade, ela pelo contrário gravava em nós uma recordação de tal modo doce (de tal modo mais preciosa no nosso entendimento atual do que o que líamos então com amor) que, se ainda hoje nos acontece folhear esses livros de outrora, é apenas como sendo os únicos calendários que guardamos dos dias passados, e com a esperança de ver refletidas nas suas páginas as casas e os lagos que já não existem.”

Marcel Proust nasceu em 1871, em Auteuil, subúrbio de Paris. Tinha a saúde muito debilitada desde a infância, o que o levou a mudar-se na adolescência para  as Champs-Élysées, onde o ar menos poluído melhorava suas crises de asma.

Ingressou na faculdade de Direito mas não seguiu carreira, tendo em vista sua dedicação à literatura. Juntamente com amigos fundou a revista literária Le Banquet, ao mesmo tempo em que atuava como colaborador em outros periódicos.

Considerado um dos maiores nomes da literatura mundial, Proust é famoso por sua obra “Em Busca do Tempo Perdido”, com oito volumes.

Marcel Proust faleceu em 1922, na cidade de Paris.

Karina

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Os gatos, por Lygia Fagundes Telles

Nosso primeiro post de 2009 tratará novamente dos gatos. Insistimos em falar sobre os belos felinos, pois muitas pessoas infelizmente ainda têm preconceito com relação aos bichanos. Alguns dizem que eles são falsos, outros que são interesseiros…  Nada mais injusto!

O gato é totalmente diferente do cão por causa de sua independência. Isso evidentemente não quer dizer que não nutrem amor por seus donos. Gatos sentem amor sim, mas sua forma de demonstrar é outra.

Além do mais, como já dissemos anteriormente, o gato é a melhor companhia para quem aprecia a leitura de um bom livro, pois é um animal silencioso e auto-suficiente.

Lygia Fagundes Telles não conhecia bem os gatos e foi depois de conviver com um que escreveu este maravilhoso e verdadeiro texto. Vejam:

lygia_fagundes_tellesOs Gatos

“Ele fixaria em Deus aquele olhar de esmeralda diluída, uma leve poeira de ouro no fundo. E não obedeceria porque gato não obedece. Às vezes,quando a ordem coincide com sua vontade, ele atende mas sem a instintiva humildade do cachorro, o gato não é humilde, traz viva a memória da liberdade sem coleira. Despreza o poder porque despreza a servidão. Nem servo de Deus. Nem servo do Diabo.
Mas espera, já estou me precipitando, eu pensava naquela fábula da infância: é que Deus Nosso Senhor pediu água ao cachorro que lavou lindamente o copo e com sorrisos e mesuras foi levá-lo ao Senhor. Pedido igual foi feito ao gato e o que fez o gato? O fingido escolheu um copo todo rachado, fez pipi dentro e dando gargalhadas entregou o copo nojento na mão divina.
Acreditei na fábula, na infância a gente só acredita. Mais tarde, conhecendo melhor o gato, descobri que ele jamais teria esse comportamento, questão de feitio. De caráter. Ele ouviria a ordem e continuaria deitado na almofada, olhando. Quando se cansasse de olhar, recolheria as patas como o chinês antigo recolhia as mãos nas mangas do quimono. E mergulharia no sono sem sonhos, gato sonha menos do que cachorro que até dormindo se parece com o homem. Outro ponto discutível: dando gargalhadas? Mas gato não dá gargalhada, só cachorro. Meus cachorros riam demais abanando o rabo, que é o jeito natural que eles têm de manifestar alegria, chegavam mesmo a rolar de rir, a boca arreganhada até o último dente. O gato apenas sorri no ligeiro movimento de baixar as orelhas e apertar um pouco os olhos, como se os ferisse a luz. Esse é o sorriso do gato – ô bicho sutil! indecifrável. Inatingível.
Nem pior nem melhor do que o cachorro, mas diferente. Fingido? Não, ele nem se dá ao trabalho de fingir. Preguiçoso, isso sim. Caviloso. Essa palavra saiu da moda mas deveria ser reconduzida, não existe melhor definição para a alma do felino. E de certas pessoas que falam pouco e olham. Olham. Cavilosidade sugere esconderijo, cave – aquele recôncavo onde o vinho envelhece.
Na cave o gato se esconde, ele sabe do perigo. Mas o cachorro se expõe, inocente.
Foi na minha juventude que conheci o gato bem de perto. Me preparava para os vestibulares da Academia do Largo de São Francisco, era noite. E eu lia Iracema sem vontade, lia em voz alta, aos brados, para espantar o sono. Então ouvi um ruído brusco de coisa algodoada entrando pela janela e parando atrás da minha cadeira. Senti o olhar da coisa se fixando em mim. Fui me voltando devagar, afetando aquela calma que estava longe de sentir: um gato malhado, espetado nas quatro patas, me encarava, perplexo. Eu também perplexa. Fomos nos recuperando do susto, eu menos tensa do que ele. Meu apartamento era no primeiro andar de um prédio cercado de casario e essa janela da sala dava para o telhado de uma casa velhíssima, por onde transitavam os gatos do bairro.
Por onde andam hoje os gatos que não encontro mais nenhum. Naquele tempo havia gato à beça nos muros, nos telhados. “É que a vida apertou e gato dá um bom cozido”, explicou o jornaleiro. A fome aumentou e o telhado diminuiu, onde agora os telhados nos quais eles ficavam tomando sol? Caçando passarinho. Amando. Os ratos todos em plena circulação, fortalecidos. E os gatos, onde estão os gatos? Pois aquele era um gato de telhado, as manchas amarelas e pretas num fundo branco. E os olhos. Por alguma razão obscura, escolheu minha casa: estendi a mão afeita a acariciar cabeça de cachorro. Mas cabeça de gato não é cabeça de cachorro – primeira lição que ele deu ao recuar com uma soberba que me confundiu. A conquista do gato é difícil, embrulhada, não tem isso de amor repentino: mais um movimento de aproximação e ele fugiria ventando.
Fui buscar o pires de leite, deixei-o ao alcance do visitante da noite e continuei a ler o romance da virgem dos lábios de mel, mas em voz baixa, intuí que ele preferia o silêncio. Ele ou ela? Sexo de gato não é nítido como sexo de cachorro, outra diferença importante. Leva algum tempo para a descoberta do sexo, da unha e da idade.
Gato ou gata, vai se chamar Iracema, resolvi. E deixei meu hóspede, a casa é sua.
Então ouvi o ruído delicado, ele bebia leite, mas não como os cachorros bebem, sofregamente, espirrando em redor. O gato é discreto. Há que amá-lo discretamente, pensei e fiquei sorrindo. Tenho um gato.
“Tudo passa sobre a terra!” – estava escrito no final do romance que achei triste. Olhei para a outra Iracema que dormia no meio do tapete. Também você vai passar? Tu quoque, Iracema?! Não sabia ainda que permaneceria infinita na minha finitude
.”
(Lygia Fagundes Telles – texto extraído do livro A Disciplina do Amor)

 Karina

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Ler: conhecimento e diversão

 

Já dissemos aqui que ler é essencial para abrir novos horizontes. Algumas pessoas, entretanto, dizem que não conseguem ter vontade de sequer abrir um livro. Será preguiça? Coisas mais interessantes para fazer? Falta de tempo?

Seja o que for, nunca é tarde para começar. E, descoberto o mundo maravilhoso contido nos livros, o vício é para sempre.

Abaixo colacionamos algumas frases e pensamentos sobre a riqueza que nos oferecem os livros:

Outro dia me perguntaram por que eu gostava tanto de ler. Vejamos.

Ler é melhor do que ir ao cinema, viajar ou usar porcarias que tiram o sujeito do sério. Ao ler você produz, dirige e estrela o filme dentro de sua cabeça; viaja sem os inconvenientes da viagem; e penetra em mundos dos quais volta mais humano e mais sábio. Nada expande mais a consciência do que um bom romance ou qualquer livro inteligente…” Ruy Castro (jornalista)

O vírus do amor ao livro é incurável, e eu procuro inocular esse vírus no maior número possível de pessoas.” José Mindlin (jornalista e escritor)

Mostre-me uma família de leitores, e lhe mostrarei o povo que dirigirá o mundo“. Napoleão Bonaparte

O país se faz com homens e livros“.

Os livros não podem mudar o mundo. As pessoas podem mudar o mundo. Os livros podem mudar as pessoas

“Ainda acabo fazendo livros onde as nossas crianças possam morar.” Monteiro Lobato

Deve-se ler pouco e reler muito. Há uns poucos livros totais, três ou quatro, que nos salvam ou que nos perdem. É preciso relê-los, sempre e sempre, com obtusa pertinácia. E, no entanto, o leitor se desgasta, se esvai, em milhares de livros mais áridos do que três desertos.” Nelson Rodrigues

Quando o homem quis ser como Deus, criador do mundo, inventou os livros que multiplicam o mundo. Graças a esse engenhoso artifício de tinta e de papel, podemos sentir tudo, de todas as maneiras, observar o universo com cem olhos, viajar no tempo, descer ao interior da terra e ao outro interior, mais remoto, de nós mesmos.” José Luís Garcia Martin (escritor espanhol)

“O cinema e a televisão criam imagens, a leitura cria imaginação” Jorge Furtado (diretor de cinema)

“O livro é uma extensão da memória e da imaginação”

“Creio que uma forma de felicidade é a leitura.”

“Sempre imaginei que o paraíso fosse uma espécie de livraria.” Jorge Luis Borges (escritor argentino)

“Os verdadeiros analfabetos são aqueles que aprenderam a ler e não lêem.”

“O livro traz a vantagem de a gente poder estar só e ao mesmo tempo acompanhado.” Mário Quintana

“O mundo dos livros
É a criação mais notável do homem,
Nada que ele constrói perdura.
Os monumentos ruem,
As nações perecem,
As civilizações envelhecem e morrem
E depois de uma era de obscurantismo,
Novas raças constroem outras.
Mas no mundo dos livros, há volumes
Que viram isto acontecer repetidas vezes
E continuam vivos
E continuam novos.
Continuam tão vigorosos como no dia em que foram escritos.
Falando ainda aos corações dos vivos
Dos corações dos mortos, há séculos.”
Clarence Day  (escritor americano)

Leio e estou liberto, adquiro objectividade. Deixei de ser eu e disperso. E o que leio, em vez de ser um trajo meu que mal vejo e por vezes me pesa, é a grande clareza do mundo externo.” Fernando Pessoa

“O homem que não lê bons livros não tem nenhuma vantagem sobre o homem que não sabe ler”. Mark Twain

“Há crimes piores do que queimar livros. Um deles é não lê-los.” Joseph Brodsky (poeta russo)

“Caminhais em direção da solidão. Eu, não, eu tenho os livros.” Marguerite Duras (escritora)

  É isso aí! Vamos ler!

  Karina

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