Atendendendo a pedidos, mais fábulas de Esopo:
O CORVO E A RAPOSA

Um corvo roubou um pedaço de carne, e foi pousar sobre uma árvore. Uma raposa o viu e quis apoderar- se da carne. Postou-se pois diante dele, e começou a elogiar seu tamanho e sua beleza, dizendo que nenhum outro pássaro merecia mais que ele ser rei, e que isso certamente aconteceria se ele tivesse um pouco de voz. O corvo, querendo provar-lhe que também tinha voz, abriu o bico deixando cair a carne e pôs-se a crocitar com toda sua força. A raposa correu, apanhou a carne e disse: “Ó corvo, se tu tivesses também inteligência, nada lhe faltaria para seres rei de todos os animais.
Moral: a fábula se aplica ao homem tolo.
O AVARENTO

Após ter convertido toda a sua fortuna em ouro, fez dela um lingote e o enterrou próximo à muralha, junto com seu coração. Todos os dias ele ia contemplar o seu tesouro. Mas um trabalhador dos arredores que observara suas idas e vindas e percebera o que acontecia, esperou sua partida e roubou o lingote. Quando o avarento voltou e deparou com o buraco vazio, desabou em lágrimas e começou a arrancar os cabelos. Um transeunte, ao ver tamanha aflição, perguntou-lhe a causa e , em seguida, lhe disse: ” Não te desesperes dessa f0rma, meu amigo; pegue uma pedra, coloque-a no lugar do lingote e imagina que é o teu ouro. Pois mesmo quando ainda o tinhas, tu na verdade não o possuías, pois dele não fazias uso.
Moral: A posse não é nada se não se aproveita dela.
O GATO, O GALO E O RATINHO

Um ratinho vivia em um buraco com sua mãe. Depois de sair sozinho pela primeira vez, falou para ela:
- Mãe, você não imagina os bichos estranhos que encontrei! Um era belo e delicado, tinha um pelo muito macio e um rabo elegante, um rabo que se movia formando ondas. O outro era um monstro horrível. No alto da cabeça e debaixo do queixo ele tinha pedaços de carne crua, que balançavam quando ele andava. Subitamente os lados do corpo dele se sacudiram e ele deu um grito apavorante. Fiquei com tanto medo que fugi correndo, na hora em que ia conversar um pouco com o mais simpático.
- Ah, meu filho! – respondeu a mãe. – Esse seu monstro era uma ave inofensiva; o outro era um gato feroz, que em um segundo teria te devorado.
Moral: Jamais confie nas aparências.
Karina




