Arquivo para Agosto 26, 2008

Eça de Queirós, sempre atual.

Abaixo um texto escrito por Eça de Queirós no folheto mensal intitulado ” As Farpas” no longínquo ano de 1871, mas que continua absolutamente atual e cai como uma luva para a situação de certo país…

“Estamos perdidos há muito tempo.
O país perdeu a inteligência e a consciência moral.
Os costumes estão dissolvidos, as consciências em debandada.
Os caracteres, corrompidos.
A prática da vida tem por única direção a conveniência.
Não há princípio que não seja desmentido.
Não há instituição que não seja escarnecida.
Ninguém se respeita.
Não há nenhuma solidariedade entre os cidadãos.
Ninguém crê na honestidade dos homens públicos.
Alguns agiotas, felizes, exploram.
A classe média abate-se progressivamente na imbecilidade e na inércia.
O povo está na miséria.
Os serviços públicos são abandonados a uma rotina dormente.
O Estado é considerado na sua ação fiscal como um ladrão e tratado como um inimigo.
A certeza deste rebaixamento invadiu todas as consciências.
Diz-se por toda a parte: o país está perdido!

Algum opositor do actual governo? Não!”

 

José Maria Eça de Queirós, nasceu em 1845 em Portugal e foi, sem dúvida, o maior escritor realista português. Vamos falar com  mais frequência sobre Eça de Queirós neste blog e comentaremos mais sobre suas obras, que são imperdíveis.

 

Karina

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O Velho e o Mar, de Ernest Hemingway

Ernest Hemingway, autor da obra-prima da literatura mundial  ”O Velho e o Mar”, nasceu em Oak Park, no Estado de Illinois, nos Estados Unidos em 21 de julho de 1899.

A obra de Hemingway é, em grande parte, autobiográfica e seu estilo conciso – adquirido nos tempos em que trabalhou como jornalista – influenciou a forma de escrever no século 20.

Hemingway teve a vida marcada por grandes aventuras e agitações. Esteve presente em duas guerras mundiais, acompanhou de perto a Guerra Civil Espanhola, casou-se quatro vezes e aventurou-se em safáris pela África no fim de sua vida.

O escritor americano viveu durante 22 anos em Cuba e foi lá (em 1952) que escreveu “O Velho e o Mar”, obra que lhe valeu o Prêmio Pulitzer e que foi fundamental para que ganhasse o Prêmio Nobel de Literatura.

Aos 62 anos, com muitos problemas de saúde, Hemingway se suicidou com um tiro com uma das armas que usava para caçar.

Ernest Hemingway, publicou outros livros de grande relevância para a literatura mundial, mas hoje falaremos de “O Velho e o Mar” que, na nossa opinião, foi sua obra-prima.

O “Velho e o Mar” tem como personagem central um velho pescador cubano chamado Santiago.  Santiago está há 84 dias sem fisgar nenhum peixe e, por essa razão, completamente desacreditado por seus companheiros pescadores.

A única pessoa que ainda crê nas habilidades do velho é um menino que fora seu aprendiz em algumas pescarias, mas que foi forçado pela família a deixar de acompanhá-lo.

Santiago, munido de enorme confiança e disposto a recuperar seu prestígio perante os companheiros de pescaria, segue então sozinho com seu pequeno barco para alto-mar. Lá, fisga um peixe de tamanho descomunal, que o obriga a travar, durante dias, intensa luta para conseguir capturá-lo definitivamente. Nessa batalha em mar aberto, Santiago sofre todo tipo de adversidades, desde a escassez de comida e ferimentos variados, até a incansável perseguição de tubarões. Mas o velho não se deixa abater e luta até o fim para provar o seu valor.

O livro conta a estória de um homem persistente e de inabalável confiança em si próprio, mesmo diante dos terríveis obstáculos que a vida lhe impõe.

A obra “O Velho e o Mar”, envolve o leitor nas angústias e sonhos do velho pescador de forma pungente, o fazendo quase que sentir na própria pele a dor do combate extenuante pelo qual passa Santiago.

 Enfim, o livro nos mostra de modo sublime a imensa capacidade do homem de superar as limitações.

Vale a pena ler!

Karina

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